segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Lula e a Caixa Preta do BC

1a edição

Quantas vezes escutamos o presidente, antes de eleito, referindo-se à “caixa preta do Banco Central”, numa alusão a nossa inexplicável taxa de juros doméstica? Seis anos depois de eleito, a caixa continua tão preta quanto antes! E agora, não é só a caixa, mas a situação mundial também.

A despeito da necessidade imediata de investimentos para que se evite uma recessão, o mercado espera corte de míseros 0,5% na Selic essa semana, e de 2,5% em 2009, levando a taxa básica a 11.25% no final do ano. Não se sabe o futuro, mas a taxa atual é simplesmente a maior do mundo! Ora, confesso que gostaria de ouvir do presidente os motivos para tal exorbitância.

O Brasil apresenta condições sólidas para redução dos juros domésticos: demanda controlada, superávit primário, superávit comercial e reservas internacionais vultosas. A desculpa tem sido, sistematicamente, a meta de inflação. Agora, entretanto, com a recessão à porta, seria de se esperar um corte grande e rápido. Não sei qual a magnitude ideal, mas certamente algo bem mais arrojado do que o projetado pelo mercado.

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