segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Sobre a monogamia... (Pensamentos)

(1a edição)

O relacionamento amoroso tem dois componentes básicos, a saber: atração sexual e amizade.

Portanto, da mesma maneira que não podemos nos limitar a uma única relação de amizade, sob risco de a estragarmos pelo desgaste da convivência excessiva, a limitação a uma única relação amorosa também é perigosa e potencialmente prejudicial ao relacionamento.

Já no que tange ao aspecto sexual, a exclusividade chega a ser uma anormalidade mesmo, posto que contraria os instintos de ambos, homens e mulheres. Não fosse assim, a fidelidade nas relações seria regra, e não excessão.

De um modo geral, nós temos por hábito aceitar e perpetuar as convenções sociais que nos são impostas. Contudo, a primeira pergunta que procuro me fazer é se, ao contrariar determinada convenção, estarei prejudicando alguém, ou simplesmente rompendo um paradigma. E a mim parece que a monogamia hoje é apenas um paradigma social, mantido não pelos benefícios que traz, mas sim para alimentar a nossa necessiade de poder e o sentimento de posse de um parceiro sobre o outro.

Como não poderia deixar de ser, uma vez que nossos relacionamentos são exclusivos, experimentamos uma tendência fortíssima no sentido de moldar nossos parceiros. Ora, se não podemos diversificar nossos relacionamentos e assim satisfazer nossas necessiades, o natural é que tentemos moldar nossos parceiros a essas necessidades. Os resultados são geralmente decepcionamentes: conflito ou perda da naturalidade.

Com esse discurso não estou defendendo ou justificando a traição, mas questionando os benefícios e a própria viabilidade da monogamia.

2 comentários:

  1. A monogamia é uma questão cultural,com diferenças em algumas regões do mundo. A principal e mais central é a célula da família, sem ela não há possíbilidade de futuro e nem da manutenção do elo mater e não somente a perpetuação das convenções impostas. Por isso a fidelidade pressupõe, o amor verdadeiro, a entrega, o respeito, a dignidade e o principal de todos sob a minha ótica, a doação mútua que apesar de não ser fácil, é o complemento principal de conquistas familiares que só a fidelidade oportunisa.

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  2. Mas por que a relação amorosa deve ser exclusiva, se ela é composta de amizade e sexo, e se nenhum desses componentes requer exclusividade? Pense nisso... Quanto ao elo mater, se nem a separação dos pais o destroi, não vejo por que relações múltiplas o destruiriam...

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