quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Sobre os sentimentos... (Pensamentos)

(1a edição)
Para falar sobre os sentimentos, gostaria de fazer um gancho com a postagem "Sobre a felicidade...", de 28 de dezembro. Assim como a felicidade, acredito que todos os sentimentos são, ou melhor, podem vir a ser, uma opção da pessoa.
Segundo me parece, os sentimentos são originados na esfera mental (nos pensamentos), que por sua vez estimulam processos bioquímicos em nossos cérebros. Em outras palavras, nossos pensamentos têm o poder de desencadear a liberação de neurotransmissores em nossos organismos e, dessa forma, determinar como nos sentimos.
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Da mesma maneira que, se mentalizarmos um bebê, sentiremos ternura, se focarmos em nossos problemas, sentiremos apreensão, angústia, ou qualquer outro sentimento negativo. E, partindo do princípio de que somos senhores de nossos pensamentos, deveríamos ser também senhores de nossas emoções, mas não é isso que ocorre em nosso dia-a-dia... Por que será?
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A explicação é que, por algum motivo, seja por comodidade, por mero hábito, ou sabe-se lá, colocamos nossos cérebros "no modo automático", e reagimos com um padrão pré-estabelecido a cada situação que se nos apresenta. Por exemplo, se alguém nos xinga, ficamos irritados e com raiva, se alguém nos elogia, ficamos contentes, e assim por diante. Mas raciocinemos um pouco sobre a conveniência dessas respostas mentais padronizadas...
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Peguemos o exemplo do xingamento. Não é nenhum absurdo dizer que, num caso desses, temos todo o direito de ficar irritados, e que esse é um padrão aceitável socialmente. Contudo, nem tudo aquilo a que temos direito nos é benéfico... Temos, por exemplo, o direito de esmurrar uma parede chapiscada de cimento, mas não vejo como isso iria nos ajudar.
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Da mesma forma, ao focarmos nossos pensamentos na ofensa, geraremos descargas de neurotransmissores responsáveis pela agressividade. Esses hormônios acarretarão determinadas reações físicas que trarão diversos malefícios a nossa saúde. Entre os possíveis malefícios estão a pressão alta, dores de cabeça e uma infindável lista que todos conhecemos muito bem. Em outras palavras, com essa resposta emocional automática, além de sermos xingados, estaremos também, inadvertidamente, intoxicando nossos físicos... Vejo tanta vantagem nisso como em esmurrar a parede.
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Uma vez que identifiquemos essa estreita correlação entre pensamentos e sentimentos, estaremos prontos para a etapa mais interessante, qual seja: produzir voluntariamente nosso estado de espírito. Para isso, basta começarmos a praticar. Primeiramente, desautomatizando nossas reações, para que não nos deixemos contaminar pelo ambiente e, segundo, focando propositadamente em pensamentos positivos e agradáveis.
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Se fizermos isso, conseguiremos produzir e manter um estado quase permanente de felicidade. Mais uma vez usei como exemplo a felicidade, mas outros sentimentos também podem ser cultivados através do pensamento, basta querermos...

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